Primeiras negociações entre empresas e cooperativas de catadores de materiais recicláveis são realizadas pela Bolsa Verde do Rio de Janeiro. A compra de créditos garante a prática da logística reversa, estabelecida pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos.
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A transação é simples. A cada tonelada de material coletado, triado e vendido, o catador apresenta a nota fiscal de venda à Bolsa Verde* e recebe um crédito por esta comercialização. Este crédito tem um valor variável, dependendo do tipo de resíduo coletado – vidro, papel, plástico, etc. Empresas interessadas em cumprir as novas normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)podem comprar estes créditos e o valor é repassado ao catador. Desta maneira, a sociedade remunera as cooperativas pelos serviços ambientais prestados e a empresa faz a sua parte.

Este é um mecanismo de negócio lucrativo para os dois parceiros: enquanto catadores recebem incentivo financeiro para continuar o trabalho de coleta seletiva e reciclagem de resíduos, empresas cumprem seu papel ao implementar a chamada logística reversa de embalagens pós-consumo, ou seja, se tornarem responsáveis também por todo descarte que geram à sociedade com seus produtos, mesmo após a venda.

Para intermediar esta negociação, a Bolsa Verde do Rio de Janeiro – BVRio, uma associação sem fins lucrativos, desenvolveu o mercado de créditos de logística reversa. Já são mais de 100 cooperativas e 3.500 catadores cadastrados, espalhados por 15 estados brasileiros. Uma das principais metas da iniciativa é promover a emancipação econômica de catadores de resíduos

Fonte: Planeta Sustentável

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